Crenças… talvez os seus pais não tenham te falado sobre isso, talvez a escola não tenha te ensinado sobre isso também. Aliás… Provavelmente ninguém te falou sobre o que eu vou te passar hoje, mas é melhor assim. É sinal que não chegou aqui por acaso.

Na realidade… Nada chega. Você não precisa acreditar em mim. Em verdade você só precisa sentir. Sentir agora vai ser a sua única certeza de que algo está correndo bem ou tem alguma coisa fora do lugar. Seja lá qual for o panorama, entenda que sempre vai ter solução. Tudo vai ficar bem. E me desculpa mais uma vez te repetir isso, mas… Não precisa acreditar em mim. Você mesmo ou mesma já viu com os próprios olhos.

“Depois da tempestade sempre tem um arco-íris”. Você acreditou nisso, mesmo quando não quis. Quis enxergar apenas as faltas de solução, mas então algo te despertou e te fez entender que você é bem mais do que isso. Você conseguiu finalmente compreender que nada vai ser trazido para você se você apenas enxergar o chão. Ainda bem. É um alívio.

Para você chegar aonde você está agora você teve que caminhar. Você teve que passar por cima de muita coisa. Você teve que deixar de acreditar em centenas de coisas e passar a acreditar em trezentas outras. E qual a razão de fazermos isso? Por que temos a necessidade de acreditar?

Eu te explico: Acreditar é o único sintoma de que estamos fazendo algo certo. Quando você consegue replicar algo que aprendeu no passado e o resultado é positivo como esperávamos, acreditamos que estávamos certos. E por sua vez, se acontece justamente o contrário, acreditamos que estamos errados. Acreditar é instintivo. É praticamente um instinto de sobrevivência.

Essa é uma das formas que conseguimos enxergar luz no fim do túnel. Acreditar é o que nos faz continuar a caminhada e “ter certeza” de que ela vai nos levar a algum lugar. “Tem que levar. Já vi isso acontecendo com outras pessoas antes. Estou fazendo tudo para isso acontecer. Não pode dar errado.” É o que pensamos.

Nem tudo sai como planejamos

Mas e quando acontece quando tudo desmorona? Tudo o que você acredita cai. Você se vê sem perspectiva. Toda a sua crença vai por água abaixo. Muitas muralhas que você construiu ruíram, mas em nenhum momento você percebeu que essas suas crenças sempre foram feitas de areia. Ok, talvez eu tenha que facilitar para você.

Acreditar nem sempre quer dizer que estamos vendo a verdade.

Eu imagino o impacto que isso possa ter sobre você, mas para aproveitar o embalo, preciso te dizer que muitas vezes o que acreditamos, sendo benéfico para nossa caminhada ou não, pode nos impedir de ver outros pontos que sequer enxergamos. Acreditar ferrenhamente em algo pode nos impedir que joguemos essa crença no chão e aprendamos com seu oposto, pois teremos medo do que pode acontecer se deixamos de acreditar.

Talvez você venha me perguntar: “então eu não devo acreditar em nada, é isso?” Eu não acho que você deva acreditar nisso, se é que você me entende (risos). Deixar de acreditar nem sempre significa ser descrente. Você pode fazer uma coisa: trocar o “acreditar” por “dar um voto de confiança”. Para se acreditar totalmente em algo é necessário uma construção. É tipo um relacionamento.

Você tem acreditado em si?

Nos preocupamos tanto em acreditar, mas será que lembramos de acreditar em algo que conhecemos há tanto tempo… Nós mesmos? Sempre estamos olhando para fora, tecendo meias verdades, nos apoderando de pequenas mentiras que para nós nem significam muito, não fazem mal nenhum, mas então quando olhamos com os olhos do coração percebemos… O que estamos fazendo? Por que somos incapazes de contribuir com a verdade, por menor que ela seja?

As desculpas que damos para faltar a um compromisso que tínhamos jurado ir, as diversas formas de esconder quando algo está acontecendo debaixo dos olhos de alguém… E ainda assim queremos algo para acreditar. Queremos acreditar em uma salvação exterior que vai chegar de algum lugar, sendo que nem nos demos confiança para ser a nossa própria salvação.

Vivemos em um mundo invertido, hora líquido, que quer construções sólidas cheias de certezas sendo que não nos preparamos para elas. Queremos verdades, quando plantamos mentiras. Queremos acreditar e acreditamos na primeira coisa que alguém disser que vai mudar a nossa vida, mas nunca entendemos a fragilidade de tudo isso.

O verdadeiro sentido de acreditar pouco mais longe. Nossos olhos ainda não podem alcançar, pois acreditar nem sempre se torna material, palpável. Acreditar é sentir, é estar em comunhão com a verdade, quando o coração encontra calma, tranquilidade.

Sobre os outros

Muitos vão jogar mentiras frente aos seus olhos. Vão afirmar categoricamente que são verdades, que você pode e DEVE acreditar por conta de não sei quantos títulos que aquela pessoa ou veículo de comunicação tem para poder falar, mas… Será que você pode acreditar em algo sem poder estar lá para ver com os próprios olhos? Não sabemos tudo, mas sabemos o essencial quando uma crença não te impede que você veja o oposto dela. E aprenda com ela.

O que é verdade vem para te ampliar. Não vem para apontar, julgar, renegar ou qualquer outro processo que te coloque dentro de uma caixinha de sapato te dizendo que é ali onde você pode estar.

Bem, eu devo ter te cansado com esse papo. Não era meu objetivo, mas te alertar para tomar cuidado com o que você afirma no seu dia-a-dia do que é ou não verdade, do que serve ou não para acreditar. Não esqueça de que não sabemos de onde viemos e o que temos que fazer aqui. As coisas continuam um tanto sem explicação, mas quem souber abrir o coração, acho que consegue sim  chegar lá.

E eu quero terminar com uma reflexão sobre tudo o que eu falei

Acreditar vem da definição do dicionário de intuir ou supôr a veracidade de determinado fato. Acreditar não é o fim, pode ser um começo se você souber como interpretar aos poucos os sinais que vão aparecendo. Pois eles aparecem sim e aparecem em abundância.

A crença, por sua vez, quando dita no dicionário argumenta sobre um processo mental, uma atitude. O que eu quero dizer com isso? A crença vem de dentro para fora e jamais de fora para dentro. Você tem o poder de entender o que te é limitante, o que te passa a servir sobre alguns pontos de vista, mas não esqueça que crença alguma deve te fazer parar de viver.

Mas, bem… Como eu falei. Você não precisa acreditar em mim. Você só precisa sentir. Se reverberar e vibrar dentro de você, você pode me chamar para falarmos mais a respeito.

Acredite em si. Se dê crédito. Dê crédito sim aos demais que dividem contigo essa caminhada. Eles mesmos ajudarão a te fazer entender se forem merecedores da sua confiança, do seu voto e se vocês conseguem juntos construir uma ou várias verdades.

Somos mutáveis. Um universo de escolhas e aprendizados. Estamos sempre derrubando “falsas verdades” para construirmos novas estradas de evolução como seres humanos e seres espirituais. Não tenha medo de quebrar barreiras. Não acredite no mal que isso pode te proporcionar.

Seja a sua maior verdade e a sua maior crença.

Yami Couto

Escritora, internacionalista e taróloga de horas vagas

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